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sábado, 15 de dezembro de 2012

Unificação da Itália 1870


   Ocorre a unificação italiana, com a integração dos Estados e reinos da península Itálica. Após a Revolução Liberal de 1848, haviam se intensificado os ideais italianos de união do território-dividido até então em sete Estados principais: os reinos da Sardenha, Piemonte, Duas Sicílias e Lombardo-Veneziano; os Estados da Igreja e os ducados de Toscana e Módena. A unificação é defendida por dois grupos: o Jovem Itália (média burguesia e proletariado), que quer um Estado republicano, e o Risorgimento (alta burguesia), que quer uma monarquia liberal. Após longa luta liderada pela Sardenha-Piemonte e tendo como principais atores o Conde de Cavour e Giuseppe Garibaldi, em 1861, o soberano dessas províncias, Vittorio Emanuele II, é proclamado rei. O Estado se consolida em 1870 com a conquista de Roma.

Império Austro-Húngaro


   A Áustria e a Hungria unem-se no Império Austro-Húngaro, originado de agitações nacionalistas que esfacelam o Império Austríaco, comandado pelos Habsburgo. Os dois países mantêm-se como Estados separados, com constituições, governos e parlamentos diferentes. São unidos por um monarca e por ministros comuns para assuntos estrangeiros, de guerra e de finanças. O império abriga povos de outras nacionalidades: tchecos, poloneses, ucranianos, eslovacos, sérvios, romenos, croatas, eslovenos e italianos, que se sentem excluídos. A negativa dos dirigentes austro-húngaros em atender às reivindicações das minorias estimula o nacionalismo e provoca  a dissolução do império no fim da I Guerra Mundial. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Império Napoleônico

  Napoleão Bonaparte assume o poder de Estado, na França, com o Golpe do 18 Brumário. A Constituição republicana é substituída por outra que concentra todo poder nas mãos do primeiro-cônsul, cargo que Napoleão passa a ocupar. Nesse período, conhecido como Consulado, Napoleão realiza obras de pacificação e de organização dos territórios franceses. Participa da redação do Código Civil, que confirma a vitória da revolução burguesa e influência a legislação de todos os países europeus no século XIX. Institui os princípios de igualdade jurídica, de propriedade das terras e das heranças, a tolerância religiosa e o divórcio.
   Em 1804, é coroado imperador sob o nome de Napoleão I, Napoleão Bonaparte desenvolve uma política expansionista. Domina países europeus, estabelece uma aliança com a Rússia e declara bloqueio continental à Inglaterra em 1807. Em 1810, o império tem 71 milhões de habitantes, dos quais apenas 27 milhões são franceses. Forma-se uma coalizão europeia contra o poderio francês, e Napoleão é obrigado a abdicar, em 1814, após a derrota na campanha russa. Exilado por menos de um ano na ilha de Elba, retorna à França e reconquista o poder no curto ''Governo dos Cem Dias'', sendo derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo.
   Em 1815, com a derrota de Napoleão, representantes das principais potências europeias reúnem-se no Congresso de Viena para redefinir o mapa da Europa e do mundo. Sob a liderança do Reino Unido, da Áustria, da Prússia e da Rússia, os territórios do Império Napoleônico são redistribuídos entre os países vencedores, restaurando dinastias e fronteiras alteradas pelas guerras napoleônicas. A Santas Aliança, organização política internacional, é fundada com o objetivo de deter novos movimentos revolucionários e garantir o equilíbrio de poder estabelecido entre as potências europeias.

Idade Contemporânea


   Iniciada com a Revolução Francesa, em 1789, estende-se até hoje. É marcada pelos grandes movimentos revolucionários europeus que derrubam o absolutismo e implantam a economia liberal, pelo surgimento do imperialismo, pelas duas guerras mundiais, pela Guerra Fria, pelo estabelecimento dos Estados Unidos como principal potência mundial e pela globalização. O capitalismo consolida-se como sistema econômico dominante.





Revolução Francesa 1789

  

   A Revolução Francesa é um movimento social e político que transforma profundamente a França de 1789 a 1799. Sob o lema '' Liberdade, Igualdade e Fraternidade'', a burguesia revolta-se contra a monarquia absolutista e, com o apoio popular, toma o poder, instaurando a I República. Os revolucionários acabam com os privilégios da nobreza e do clero e livram-se das instituições feudais do antigo regime.
Tomada da Bastilha (prisão que simbolizava o poder monárquico)
Em 14 de julho de 1789.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Iluminismo


   Corrente de pensamento dominante do século XVIII, o Iluminismo defende o predomínio da razão sobre a fé e estabelece o progresso como destino da humanidade. Seus principais idealizadores são o inglês John Locke (1632-1704), os franceses Montesquieu (1689-1755) e Voltaire (1694-1778) e o suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). Representa a visão de mundo da burguesia intelectual da época e tem suas primeiras manifestações na Inglaterra e na Holanda. Alcança especial repercussão na França, onde influencia a Revolução Francesa, fornecendo-lhe o lema, ''Liberdade, Igualdade e Fraternidade''.
   O Iluminismo tem origem no Renascimento, o primeiro grande momento de construção de uma cultura burguesa, na qual a razão e a ciência são a base para o entendimento do mundo. Para o Iluminismo, Deus está na natureza e no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dispensando as religiões. O Iluminismo afirma também que as leis naturais regulam as relações sociais e considera os homens naturalmente bons e iguais entre si (quem os corrompe é a sociedade). Cabe, portanto, transformá-la e garantir a todos liberdade de expressão e de culto, igualdade perante a lei e a defesa contra o arbítrio.
   Na economia, o Iluminismo é representado pela fisiocracia, que considera a terra a única fonte de riqueza de uma nação, e pelo liberalismo econômico, que prega a liberdade de ação dos agentes econômicos no âmbito do mercado.

Independência dos Estados Unidos da América


   Em 1776, a revolta dos colonos na América do Norte contra o Reino Unido leva à independência dos Estados Unidos. O estopim é a Lei do Chá, que dá o monopólio comercial do produto à Companhia Britânica das Índias Orientais, prejudicando os comerciantes locais. Em 1774, no Congresso Continental de Filadélfia, os colonos pedem direitos iguais. Em 1775, declaram guerra à metrópole, na Batalha de Lexington. Thomas Jefferson redige a Declaração de Independência, promulgada em 4 de julho de 1776. Em 1783, a Inglaterra reconhece a independência das 13 colônias pelo tratado de Versalhes.
   A Constituição dos EUA é ratificada em 1787. Ela vira modelo para a maioria das repúblicas surgidas depois. Institui a separação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e cria um estado federativo, com autonomia dos estados.
George Washington (1732-1799)
Primeiro Presidente dos EUA
  
Thomas Jefferson (1743-1826)